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Texto.com - Para perder o medo de escrever


Sobre a necessidade de cultivar-se o hábito da leitura

 

A falta de leitura fez do Brasil um país campeão em analfabetismo funcional, aquele em que o indivíduo sabe ler, porém não sabe interpretar nem relacionar o conteúdo lido ao seu cotidiano. Os cursos de redação proliferam no país, afinal essa é uma das “obrigações” estudantis mais temidas por alunos em fase de vestibular (ou não). E, apesar disso, os textos mal escritos parecem crescer em igual proporção. O motivo é o mesmo do analfabetismo funcional: falta de leitura. É um círculo vicioso que só poderá ser rompido quando a leitura for encarada como fator preponderante para o desenvolvimento intelectual de cada um de nós.

Compartilho da opinião do professor Dílson Catarino, em seu artigo A leitura é extremamente importante para o jovem desenvolver o raciocínio*, em relação à importância da referência, do exemplo do adulto como leitor para a criação do hábito da leitura na criança. Acredito ser fundamental que um adulto, quer seja ele o pai ou a mãe, o professor ou qualquer outra pessoa, leia para a criança e, mais que isso que ele leia para si mesmo, por prazer (e não como aquele que se “sacrifica” pelo bem da criança. Leitura não é remédio amargo que cura). Leitura é fruição, é viagem, é informação, é obtenção de conhecimento e é, muitas vezes, libertação.

Em minha casa sempre tive o bom exemplo de minha mãe, uma leitora ávida (daquele tipo que lê até propagandas de revistas e rótulos de produtos), apesar de ter podido estudar apenas até o 5º ano do Ensino Fundamental. O hábito de leitura fez de minha mãe uma leitora capaz de comentar um romance ou um artigo jornalístico com propriedade e profundidade, mais até do que muitos escritores o fazem.

Graças a Deus tenho esse bom exemplo em casa e tenho consciência de que foi ele que me levou a gostar de ler e acabar por tornar-me professora de Literatura. Não tenho filhos, mas sempre procure passar esse exemplo a meus sobrinhos e alunos. Muitas vezes nos cursos de Letras e Pedagogia, nos quais lecionei, questionei meus alunos sobre o fato de eles, mesmo sendo a referência mais próxima do leitor ideal na vida de seus estudantes, não gostarem de ler. Que direito tem um professor de cobrar de seu aluno o hábito de leitura, se ele próprio não o cultiva?

 

 

* O texto do professor Dilson Catarino está disponível em http://www.gramaticaonline.com.br



Escrito por Fátima Regina às 22h13
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Chovendo no molhado!

Escrever sobre erros que comumente são encontrados em redações não é tarefa muito fácil, por dois motivos: muitos já escreveram sobre isso e poucos são os que lêem esses textos com atenção e aproveitam para corrigir seus erros.

Na Internet podemos encontrar um número muito grande de sites falando sobre o assunto, livros, então, além das gramáticas, existem para todos os gostos. Então, por que as pessoas (inclusive eu) continuam cometendo tantos erros?

Não sou especialista no assunto, porém creio que a falta de leitura, a falta de atenção ao escrever (e nas aulas de português!) e a falta do hábito de revisar o texto produzido são fatores decisivos para a maior parte dos erros.

Então, quem quer cometer menos erros deveria seguir essa fórmula, que se não é mágica, ajuda bastante:

- ler, ler, ler e ler mais ainda (de tudo e com atenção, procurando apreender o sentido do que se está lendo):

- escrever com atenção:

- revisar uma, duas ... quantas vezes for necessário (para isso é sempre bom usar o apoio de gramáticas , livros de português e redação e também procurar a ajuda de outras pessoas).

 

Perceberam que a solução parece ser, justamente, fazer o contrário do que normalmente se faz?

 

Bem para tentar ajudar na próxima postagem darei também a minha listinha de erros que são mais comuns em redações e como evitá-los.

 

Um abraço!

 

P.s.: Passei vários dias sem postar...eu também sofro de falta de inspiração!

Mas acima de tudo, eu estava um pouco desanimada. Como eu disse numa outra postagem, quem escreve precisa da resposta do outro, precisa saber se seu texto foi lido, acolhido, ou quiçá rejeitado (fazer o quê?). Por isso, não esqueçam: comentem!

 

 

 

 

 



Escrito por Fátima Regina às 20h08
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Vale a pena ver (e aprender)

       Recebi esta apresentação em Power Point que merece ser vista:

      ALinguaPortuguesaagradece[1].pps.pps



Escrito por Fátima Regina às 19h39
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pessoa escrevendo gato olhando

Escrito por Fátima Regina às 21h13
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A arte de escrever segundo outros blogueiros - II

     "Escrever é "a arte de imortalizar idéias e pensamentos e dividir com todos""

       Essa foi a frase que o Flávio, o garotomarciano, como é mais conhecido, deixou aqui registrado em um de seus comentários a este blog. Uma linda e verdadeira frase.

       No dia-a-dia, em meio a tantos problemas,a tanta correria, nossos pensamentos vão e vêm. E quantas boas idéias acabam se perdendo... Só mesmo escrevendo e compartilhando com outros é que essas boas idéias (bem, na verdade nem precisam ser tão boas idéias assim!!!) ficam, permanecem, se eternizam, se imortalizam como disse o Flávio.

      Eu brinquei que nem precisavam ter tão boas idéias assim para escrevermos, pois muitas pessoas têm receio de escrever justamente porque acham que não possuem boas nem grandes idéias. Bobagem. Todos nós temos boas idéias, talvez elas não resolvam os problemas do mundo (talvez nem os nossos), mas são as nossas idéias, os nossos pensamentos, os nossos sonhos  e sentimentos que merecem serem escritos, sim!!! E compartilhados, porque o prazer maior da escrita vem do fato de percebermos e sermos percebidos como semelhantes, sentirmos que nossas palavras, de alguma forma ecoaram em alguém, que pensa igual ou mesmo diferente de nós (não importa), que nossas idéias ajudam ou divertem alguém.

     Lembram que eu falei do livro Os caçadores de pipa? (Sim, eu sei devo a 2º parte do texto. Vou escrevê-la, prometo!)

    Amir, o pequeno escritor, só passou  a valorizar suas histórias quando Hassan, seu fiel escudeiro, disse-lhe que elas eram melhores que as dos livros. Mesmo que isso não fosse verdade, só o fato de ver o sorriso da pequena criança o incentivou a escrever mais e mais.

     Escrever é, geralmente, um ato solitário, porém essa solidão não precisa ser eterna, podemos abrir nossos escritos (e muitas vezes nossas almas, sem medo de perdê-las) aos outros. Com certeza ganharemos muito, porque poderemos assim nos aproximar mais dos outros.

   Quer ver um exemplo disso: esse post! A origem dele foi a frase deixada pelo Flávio, mas o Garoto Marciano conheceu o Texto.com depois que eu deixei uma mensagem para ele, pois eu havia lido seu texto sobre "A difícil arte de escrever" (em http://garotomarciano.blogspot.com/). Por sua vez, eu havia chegado “a difícil arte...” graças a Celso Lemos, d0 http://www.criarsites.com/, que já tinha lido o texto do Flávio e comentando! Assim, a rede se formou, um leu o texto do outro, comentou e pronto! Quem sabe tu não és o próximo da lista?

    Experimenta.



Escrito por Fátima Regina às 21h50
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Para refletir

 
Por uma aprendizagem natural da escrita


Sem professor. Sem aula. Sem provas. Sem notas.
Sem computador. Sem dom. Sem queda. Sem inspiração.
Sem estresse!
Só tu.
Tu e tu. Tu e o texto. Tu e a folha em branco.
Que impassível espera ser preenchida, para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência, nesta travessia de comunicação de ti para contigo, de ti para o outro.
Sem.
Só tu.
Com teu ritmo. Com tua pulsação. Com paixão.
Na aventura do cotidiano. De resgatar a memória.
De fecundar o presente. De gestar o futuro. Anunciando esperanças. Denunciando injustiças. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem.
Sem!
Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência, da sociedade, tu tens a palavra.
A tua palavra. Tua voz. E tua vez.

                    Gilberto Scarton

Fonte:http://www.pucrs.br/gpt/prefacio.php



 

 


Escrito por Fátima Regina às 20h57
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Da série: "Escrever é..."

   Escrever é lapidar os próprios pensamentos.

Escrito por Fátima Regina às 23h42
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A arte de escrever segundo palavras de outros blogueiros

   Estava lendo alguns blogs relacionados ao tema do Texto.com e encontrei alguns conceitos que gostaria de compartilhar com vocês:

 Para Carlos Augusto:

  "A ARTE DE ESCREVER


Escrever não se resume unicamente em juntar letras, formar palavras ou frases.
Escrever é um ato sublime e às vezes muito difícil e solitário. Qualquer tema
que abordemos em nossos textos, escrever é uma arte e que deve ser exercida com
muito critério e competência, com paixão, disciplina. "

http://carlos.r.zip.net

Já Elaine é mais sintética ainda:

" A arte de escrever bem é ter o que dizer" !!!

     http://elaine.araujo.zip.net

  E para vocês leitores, o que é escrever?



Escrito por Fátima Regina às 22h38
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            Aprendendo a escrever com O caçador de pipas (parte I)

   O belo livro de Khaled Hossein, O caçador de Pipas, mostra entre muitas outras coisas, o nascimento de um autor.

  Amir, um dos personagens principais do livro. numa atitude de arrogância infantil, em vez de ler para Hassan as histórias dos livros como elas foram escritas, aproveitando-se do analfabetismo do criado e companheiro de brincadeiras, modificava-as.

   Para sua surpresa, contudo, as histórias recriadas por ele agradam mais a Hassan e isso acaba por incentivá-lo a escrever histórias originais.

    Esse é um ótimo exercício para quem quer começar a escrever, mas sofre do terrível mal da falta de inspiração. Escrever a partir de um texto já criado é mais fácil e pode render bons resultados. pegue uma história que lhe agrade, modifique seu final, inclua ou elimine personagens, invente novas situações, enfim, modifique, reinvente as histórias conhecidas. Quem sabe, assim como Amir, logo, logo você estará criando suas próprias histórias! 

 

 



Escrito por Fátima Regina às 00h33
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Para pensar

     "Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a pensar. Aprender a encontrar idéias e a concatená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou."

                                        Othon Moacyr Garcia



Escrito por Fátima Regina às 19h27
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Coerência textual e a incoerência do mundo

 

Infelizmente, a violência assombra a todos, cada dia mais. Quem tem a sorte de não experimentá-la na própria pele, ainda assim é atingida por ela e emociona-se ao ver, pela tv, jornais e revistas casos como o da pequena Isabela e do igualmente indefeso João Roberto. Muitos outros casos de violência existem, mas destaco esses dois, por terem chocado a toda a sociedade brasileira.

E por que foram tão chocantes? Bem, além do fato de ter ocorrido com duas crianças, houve, ainda uma quebra nas expectativas naturais de sociedade dita civilizada. No caso da menina Isabela, tudo leva a crer que o pai e a madrasta sejam os culpados por sua morte, justo eles que deveriam protegê-la, afinal é isso o que se espera dos pais. Quanto à morte do menino João Roberto o que impressiona é o fato de policias, que deveriam resguardar a vida da população, foram seus algozes. Portanto, a incoerência marca esses dois casos e provavelmente por isso eles tiveram tão grande repercussão.

Nós precisamos de coerência entre os fatos que acontecem em nossas vidas (e na dos outros) para nos sentirmos seguros. 

Precisamos que a lógica permaneça, que o nexo causa e efeito seja respeitado, caso contrário instala-se o caos.

 

Tal qual na vida, um texto também deve apresentar coerência para que tenha sentido e possa ser compreendido por seu leitor. A coerência textual é o resultado da não contradição entre as partes do texto e deste com o mundo. É a harmonia na seqüência dos fatos, nas idéias apresentadas e nas circunstâncias expostas, dentro de um contexto factível.

 

Um bom exemplo disso é o texto abaixo, que circula anônima e livremente na Internet. Leia com atenção.

 

A ARTE DE ESCREVER

No Doutorado:  O dissacarídeo de fórmula C12H22011, obtido através da fervura e evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus Officinarum Linneu, 1758, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, impressiona favoravelmente as papilas gustativas e apresenta considerável resistência a modificar suas dimensões.


No Mestrado: A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base regular, impressiona o paladar, porém não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial.


Na Graduação: O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável, todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.


No Ensino Médio: Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, mas não muda de forma quando pressionado.

No Ensino Fundamental: Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio e nem flexível.


Na Sabedoria Popular: Rapadura é doce, mas não é mole não!

 

Observe que o tema é sempre o mesmo, o açúcar, porém sua descrição muda, conforme muda também o grau de instrução. Há, portanto, coerência entre cada contexto; coerência esta garantida pela escolha das palavras mais adequadas para cada nível.

 

Voltando à analogia do texto como um tecido (presente nos comentários anteriores), ao elaborarmos nosso texto precisamos estar atentos aos fios que o compõem, a fim de nos certificarmos de que ele está bem “amarrado” e livre de incoerências.

 



Escrito por Fátima Regina às 17h22
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Para perder o medo de escrever

 

                                                           Writing words.. by _StaR_DusT_  http://www.flickr.com/search/?q=writing&l=4

 

A cabeça dói, os olhos pesam, quero levantar-me, porém o calor das cobertas prende-me...Sensação desagradável de dever não cumprido...O blog está a minha espera...Fiquei de escrever sobre os fios que compõem um texto...

Finalmente adormeço...sou levada a um outro lugar onde um enorme pano cobre tudo...Esquisito, um mundo coberto por tecido...

Ergo uma de suas pontas e camadas e camadas de tecido aparecem, de todas as cores. Percebo então que estou num mundo de tecidos...

 

“A palavra texto provêm do latim textum, que significa ‘tecido, entrelaçamento‘. Há, portanto, uma razão etimológica para nunca esquecermos que o texto resulta da ação de tecer, de entrelaçar unidades e partes a fim de formar um todo inter-relacionado. Daí podermos falar em textura ou tessitura de um texto: é a rede de relações que  garantem sua coesão, sua unidade.”

 

Assim manifesta-se Ulisses Infante em Do texto ao texto, livro publicado em 1998, pela Scipione, sussurra uma voz distante.

 

Mas por que tecido? Porque cada texto é elaborado a partir do cruzamento de informações, tal qual os fios da urdidura e da trama de um tecido. Tudo o que lemos, escutamos, enfim, tudo o que vivenciamos acaba por fazer parte de nossos textos.

 

Mas por que tecido? Por que o mundo está coberto por tecidos?

 

Acordo de repente e lembro: o blog. Em seguida vem a minha memória o sonho e tudo se encaixa. Sim, o mundo está coberto de tecidos que são os textos que produzimos a cada instante de nossas vidas. E quase nunca prestamos atenção nisso, exceto quando temos que redigir um texto para aquela aula difícil, ou na hora de darmos a resposta na prova que deve vir com uma “linguagem culta e objetiva”...Aí, junto com a lembrança vem o medo. O medo de escrever.

Quase todos temos medo de escrever: temos medo de errar, de nos expor, de não sabermos expressar nossas idéias. E esquecemos que somos produtores naturais de textos. O “oi” que damos ao colega é um texto. O resmungo de resposta também é texto e revela-nos como ele está. E assim por diante.

Claro, esses são textos muito simples, que fazem parte de nosso cotidiano e envolvem a linguagem oral, que para a maioria, é mais fácil de ser usada do que a escrita.

Então, o que fazer para perder o medo de escrever e tornar-se capaz de elaborar os mais diversos tipos de textos?

Bem, dois fatores são fundamentais para isso: muita (mas muita mesmo!) leitura e muita escrita!  Ou seja, se todo texto é formado por uma rede de informações, quanto mais lermos, mais teremos a dizer (e vale ler de tudo, porém tem que se ler com atenção, procurando entender o que está sendo lido). E escrever... muito:

Escrever sobre o que se leu, sobre o que se ouviu no noticiário, na novela, na conversa com os amigos, etc. Escrever também sobre os nossos sentimentos, nossos sonhos, nossa vida, sobre as pessoas que gostamos (ou não), enfim, escrever.

Ninguém se torna um bom cozinheiro se apenas ler as receitas  sem jamais pô-las em prática. Nenhum médico chega a excelência em sua função sem clinicar e é assim em tudo na vida! 

Então, leia e escreva. Escreva e leia. Viva, leia e escreva (e quem disse que ao ler e escrever não estamos vivendo??? Só quem nunca leu ou nunca escreveu!).

 

Outro fator importantíssimo para escrevermos melhor é conhecer os fios que entrelaçam um texto. Esses fios são inúmeros, entre eles está a coerência, que será o assunto da próxima postagem (se outro mais importante não aparecer, pois escrever é, também, acolher os imprevistos!).

 

Um abraço (se quiser, escreva sobre o que é para ti, um texto coerente)!

 



Escrito por Fátima Regina às 19h23
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A folha virtual pisca na tela. Em branco.

Nada.

Em frente ao computador, busco, caço uma palavra, uma idéia, uma inspiração sensacional que dê origem a um ser fantástico e supremo: o texto.

Nada. O branco.

Se o branco é a união (ou seria a ausência?) de todas as cores, esta folha em branco o que significa?  A união de todos os meus fracassos? A reunião de todas as minhas incógnitas?

Ou se é a ausência, seria a ausência de mim? A ausência total das idéias? A falta absoluta e avassaladora de assunto? Mas eu tenho um assunto: a arte de escrever. Ou seria melhor dizer, a difícil arte de escrever.

Só me falta encontrar as palavras certas para escrever sobre isso...

 

Caro leitor, tu já te encontraste nessa situação? Creio que sim. Creio mesmo que todas as pessoas alfabetizadas do mundo já passaram por isso, alguns poucas vezes, outros, muitas.

Não, na verdade acredito que toda a humanidade já tenha passado por isso, ainda que muitos não saibam ler nem escrever. Na frente do computador, ou de uma folha de papel, na parede de uma caverna, ou diante de outra pessoa, ou quiçá, ao telefone, quem já não ficou sem saber o que dizer? E por que isso, se todos nós criamos textos a todo o momento?

Sim, porque texto é tudo aquilo que pensamos, imaginamos, falamos e até mesmo o que vestimos ou como agimos.  

Todo texto é um tecido, composto por nossas idéias e emoções.

Muitas vezes nosso texto, tecido que é, esgarça e se rompe. Roto compromete-nos, impede-nos de alcançar nossos objetivos. Bem feito, aproxima-nos dos outros e de nós mesmos.

Então, como parar de brigar com a página em branco? Como revelar aos outros nossas idéias por meio de textos apropriados e bem confeccionados?

 

Bem, o Texto.com tem justamente a intenção de "falar" sobre esta arte, às vezes tão ingrata, que é a da elaboração de  textos. Entretanto, não se quer um monólogo, na verdade, o que se pretende é um diálogo contigo, leitor. Por isso, aproveita e comenta este texto e outros que aparecerão neste blog, sempre com o objetivo de esclarecer, orientar e assessorar na elaboração e leitura de textos.

 

Ah, na próxima postagem alguns dos fios que entrelaçam um texto serão abordados. Até lá!

 

 



Escrito por Fátima Regina às 15h26
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